segunda-feira, 25 de maio de 2009

Her Morning Elegance

sexta-feira, 22 de maio de 2009

A menina dos olhos de Monteiro Lobato

Há algum tempo eu quis escrever sobre o Sítio do Pica Pau Amarelo. O ano passado foi o centenário de Monteiro Lobato e na época em que adquiri a televisão um dos primeiros programas ao qual assisti foi o Sítio - remodelado, pois as narizinhos, emilias e pedrinhos de minha época cresceram e tia Nastácia e Dona Benta que conheci já estão encantadas. O fato é que a história de Monteiro Lobato é tão mágica que mudam as carinhas, os atores, os cenários, mas a magia continua lá. Intacta. E voltei, por algum tempinho daquela manhã, ao meu deslumbramento de criança com a fantasia. Mais que apenas lembrança. Hoje, precisava caminhar. Em meio as atividades que a vida adulta nos impõe, dei-me o presente de sair sem saber para onde ir, com dois reais na carteira, a fim de encontrar algumas respostas... Eis que Monteiro Lobato e o Sítio atravessam novamente meu caminho. A biblioteca em homenagem ao escritor fica praticamente em minha rua e despretensiosamente cheguei até ela. Nunca havia entrado, apesar de passar diariamente na frente do parque que a abriga. Desta vez entrei, quase que chamada pelo caminho. Não sei porque fiquei tão surpresa ao deparar-me com a exposição em homenagem a boneca Emília, já que estava em sua casa. O encantamento da criança voltou antes de atravessar as colunas vermelhas da entrada? Entregue à magia, usufrui os detalhes e belezas daquela montagem. Com um olhar que não consigo definir. A exposição apresenta desenhos de diversos ilustradores e mostra as diferentes formas e rostos que Emília já teve. Em tempo: Emília é boneca de pano que, não se sabe como, começou a falar. ... Registrei algumas imagens com o celular e em papel improvisado colhi algumas das frases da exposição. O quadro de apresentação, ao entrar na biblioteca, ressalta como é bonito ver o casamento da imagem com a palavra. Certamente uma das magias das histórias de Lobato, mesmo quando as imagens estejam tão somente em nossa imaginação.


"Eu sei o que quer dizer abstrato. É tudo quando a gente não vê, nem cheira, nem ouve, nem prova, nem pega - mas sente que há. " Emília

"Aves marinhas! Vem vindo em nossa direção uma gaivota! Também estou vendo pedaços de paus e ramos de árvores flutuando - sinal de terra próxima. Mas que terra será, meu Deus?" Emília

"Oh não! Sou inimiga do tamanho. Acho que as coisas quanto mais se aperfeiçoam, menores ficam." Emília

"Chega por hoje. Quem quer aprender demais acaba aprendendo nada. Estudo é como comida, tem de ser a conta certa. Nem mais nem menos. Quem come demais tem indigestão." Dona Benta

"Se tudo na vida muda, porque as palavras não haveriam de mudar? Até eu mudo! Quantas vezes não mudei esta carinha que a senhora está vendo?"
Emilia

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Cotidiano

Acordou, descobriu-se e levantou para aquele dia que começava mais cedo do que o habitual. Não tem tempo para aquela horinha de descanso a mais depois que o relógio desperta. Ao apertar o botão do despertador, descobre uma unha quebrada e lamenta que assim ficaria até o fim do dia, quando – só então talvez e se lembrasse – teria tempo de consertar. Meio grogue, dirigiu-se até a cozinha. Descobriu do tapaware o papel alumínio para em seguida descobrir que a única refeição possível estava estragada. Contentou-se com o café puro. Comeria na rua quando desse tempo. Foi para o banho e – no intervalo entre a cozinha e o chuveiro – a descarga disparou. Perdeu preciosos minutos tentando descobrir como calar a geringonça que não parava de desperdiçar água vaso sanitário abaixo além de reverberar para a vizinhança naquela hora da manhã. Pois é... As válvulas modernas não chegaram ao velho prédio de 40 anos e as paredes não têm o isolamento acústico que gostaria. Registro fechado entrou no box sem pensar se havia água. Tudo pelo sono ainda latente. Na metade da ducha, mais desperta, deu-se conta de que o registro que havia fechado para estancar a descarga estridente não era o mesmo do chuveiro. Sentiu um alívio mais relaxante que a água quente e, de banho tomado, trocou-se para o dia - que seria longo. Ao chegar ao trabalho, descobriu que o trajeto até lá demora dez minutos. A pé. Foi e voltou para o almoço, esquecendo que não havia nada na geladeira para comer. Acessou a caixa de e-mails que aguardava há dois dias sua visita e descobriu que poderia ficar mais um ou dois sem acessá-la que nada mudaria. Voltou a pé ao trabalho e descobriu (feliz) que fará diariamente 40 minutos de planejada, mas esquecida caminhada. Ao fim do dia, exausta pela atividade – mental e física – que há muito não tinha, a revelação maior: vai finalmente perder peso. E ainda ganha para isso.

domingo, 3 de maio de 2009

VIRADA CULTURAL




E neste fim de semana teve virada cultural. fui conferir aqui pertinho pertinho de casa, no Centro. Ira, Zeca Baleiro e tudo termina no chopp Brahma! Domingo bom, coroado com a vitória do Timão! É CAMPEÃO!

É FESTA!

Para inaugurar o blog... sim. sou corinthiana, paulistana, sofredora e feliz!!

É! CAMPEÃO!